domingo, 17 de julho de 2011

Há o certo, o errado e aquilo que nos dá medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece.
O certo é ser magra, bonita, rica e educada, o errado é ser gorda, feia, pobre e analfabeta, e o resto nada tem a ver com esses reducionismos: é nossa fome por idéias novas, é nosso rosto que se transforma com o tempo, são nossas cicatrizesde estimação, nossos erros e desilusões.

Todo o resto é muito mais vasto.

É nossa porra-louquice, nossa ausência de certezas, nossos silêncios inquisidores, a pureza e a inocência que se mantêm vivas dentro de nós, mas que ninguém percebe, só porque crescemos.

A maturidade é um álibi frágil.

Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo.

Todo o resto é tudo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê.

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